segunda-feira, 14 de novembro de 2022
sábado, 12 de novembro de 2022
ESTAI PREPARADOS
Côn.. José Geraldo Vidigal de
Carvalho*
quinta-feira, 10 de novembro de 2022
CRISTO REI DO UNIVERSO
Côn.
José Geraldo Vidigal de Carvalho*
No tempo de Jesus,
quando se levava um homem ao suplício, em todo o percurso até o lugar da
execução, o condenado levava um
letreiro com letras bem visíveis dizendo o motivo do castigo. Eis o que se
pode ler, fixado sobre a cruz de Cristo “Rei dos Judeus”. Ora nesta mesma época
a região denominada Palestina não estava sem rei. Eram aliás dois: Herodes Antipas na Galileia e na Transjordânia, e Felipe
em Golan. Apenas a Judéia com Jerusalém era controlada diretamente pelo
procurador romano. Se os juízes de Jesus,
em particular o romano, o haviam podido
reter contra Ele esta anotação política “ele
quis se fazer rei” é que espontaneamente
durante a vida pública de Jesus muitos,
sobretudo entre o povo haviam
reconhecido nele o Messias aguardado por Isael e, na verdade, um Messias Rei . Esperava-se que Jesus tomaria
em mãos os destinos políticos do paíz, ele que havia alimentado uma multidão, multiplicando os pães num local
deserto. Esperava-se que afastaria o
jugo do ocupante e daria novamente a independência a seu povo. Jesus não acreditava nestas manifestações,
nem no que seria colocado sobre a
cruz. Messias, filho de Davi, ele o era
de fato, Messias o enviado de Deus, mas
não queria que o assimilassem aos reis terrestres. Eis porque no decorrer de seu
processo Ele respondera a Pilatos: “Meu reino não é deste mundo” (Jo 18,36). A
cena da crucifixão nos permite mesurar também a esperança que Jesus havia
suscitado; e o desapontamento da multidão
diante de um Messias crucificado. São Lucas nos descreve grupos de homens perto da cruz: os chefes judeus que
ironizavam: os soldados romanos que
zombavam; o povo que O olhava; Maria,
mãe do crucificado, João evangelista e outros fiéis. Jesus na cruz era bem, com diz São Paulo, “um escândalo
para os judeus e uma loucura para
os pagãos” (1 Cor 1,23). Dois malfeitores estavam crucificados com Jesus sendo que um fazia coro com os zombadores . As contestações traziam referência ao verbo salvar, em
ligação com o nome Messias, (Cristo) ou rei: “ Ele salvou os outros, que salve
a si mesmo, se é o Cristo, o Eleito”; “ se és
o rei dos judeus, salve-te a ti mesmo” “ Não és o Cristo? Salva-te a ti
mesmo e a nós”. Sem o saber estes homens que desafiavam Jesus nos orientam para o essencial do mistério de seus sofrimentos e de sua morte. Jesus não quer se salvar da
cruz, porque ele queria nos salvar pela cruz, pelo amor que Ele tem a seu Pai
sobre a cruz. Porque é o amor que traz a salvação e não o sofrimento por si mesmo. Nós temos lá diante de Jesus sofredor
uma luz que esclarece nosso próprio destino e o destino de todos aqueles que
nós amamos. Jesus não nos salva da cruz, de nossa cruz, mas Ele nos salva pela
sua cruz, pelo amor que Ele nos provou
ter sobre a cruz e Ele nos oferece a
oportunidade de nossa parte fazer de nossa cruz uma prova de amor. Ele
mesmo afirmou: “Aquele que quer me seguir, tome sua cruz e me siga”. Qual é
nossa cruz? É o real de nossa existência, o cotidiano de nossas vidas, todas as
grandes provas das tribulações, tudo que devemos suportar para ficar fiéis a Deus e servir Jesus nos
irmãos, enfim tudo que nós assumimos por amor, para melhor reproduzir a imagem
di do Filho de Deus. Ele a nos dizer : “Toma tua cruz de teu combate para demonstrar uma autenticidade cristã, a
cruz de teu esforço de caridade, a cruz
das preocupações com o apostolado, tudo isto por amor. É deste modo que nossa
vida deve ser imolada a Cristo, Rei do universo e vivida em função do soberano enviado pelo Pai. Nossa
vida já não nos pertence, mas àquele que por nós morreu e ressuscitou como
primeiro entre os mortos. Este é o
destino pascal inscrito já no nosso
batismo, fundamento de todos os filhos de Deus, leigos ou consagrados¸ crianças,
jovens ou adultos. É no cotidiano que se
adere à vontade do Pai e se dá um encontro maravilhoso com a cruz deste Rei singular,
É no dia a dia que se diz a Deus que nós
O amamos.. Trata-se de uma dileção e uma alegria cristãs. É em nossa vida de
todos os dias que Cristo Rei, o Messias quer ser nosso soberano, porque Ele
quer ser rei antes de tudo dos corações livres e sinceros. Sua realeza
não é deste mundo, ela não se apoia em
estruturas políticas, ela não se impõe pela força nem pela subserviência das
consciências. A realeza de Jesus é o
brilho universal de sua palavra, é a iluminação
de cada coração dos que creem, é o
incêndio da caridade até os confins da
terra, a começar pelo incêndio de nosso
coração, onde tudo deve receber o fogo da imolação para glória de Deus e
salvação do mundo * Professor no Seminário
de Mariana durante 40 anos .
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
O FIM DOS TEMPOS
Côn. José Gerald
Vidigal de Carvalho*
Um
capítulo de São Lucas nos leva a meditar o que Jesus fala sobre o futuro (Luc
21,5-19). Ele descreve um futuro longínquo, sua volta no fim dos tempos e todo
um conjunto de acontecimentos misteriosos, cuja data fica oculta no segredo do
Pai Quando Ele evoca o cenário do fim, Jesus o faz sempre numa linguagem
tradicional dos apocalipses e num grande quadro cósmico que engloba o céu e a
terra, o sol, a lua e as estrelas. Jesus tem também em vista fatos mais
próximos como a ruina do Templo, o julgamento de Jerusalém e retoma as ameaças
dos profetas contra a cidade infiel. Enfim, Jesus faz alusão às provas de sua
comunidade, às perseguições que sofrerão os discípulos através dos tempo da
Igreja. É de se notar que as três perspectivas são estreitamente imbrincadas e,
por vezes, indissociáveis, semelhantes a fotografias que se projetam, a saber,
diante da última destruição do Templo se perfilam os sinais do fim do mundo,
tendo como pano de fundo o julgamento de Jerusalém quando se proclama a vinda
do Filho do Homem para julgar os vivos e os mortos. Tudo isto impossível de
calcular e inútil querer prever. Entretanto, duas certezas aparecem claramente:
a primeira é que a história do mundo entrou com a vinda de Jesus na sua fase
definitiva, mesmo que esta fase deva durar por centenas e milhares de séculos,
e a segunda certeza é que as declarações de Jesus, urgentes para hoje, restarão
válidas até o fim dos tempos e por, isto, é preciso aguardar, vigiar, estar
atentos. Com relação ao Templo que estava guarnecido com belas pedras e dons,
Jesus afirmou: “De tudo o que estais vendo, dia virá em que não ficará pedra
sobre pedra que não seja derrubada”. Daí a questão posta pelos discípulos sobre
isto: “Quando, pois serão essas coisas, Mestre, e qual o sinal do seu próximo
acontecimento”? Jesus respondeu, não mostrando um sinal preciso, mas dando um
sinal de valor permanente em todo e qualquer tempo de provação: “Tomai cuidado para não serdes desencaminhados”. Depois
São Lucas, quase sem transição abre até o fundo a perspectiva tomando uma palavra
de Jesus no que concerne o fim dos tempos, isto é, haverá fatos terrificantes.
O futuro, porém, pertence a Deus, o único que conhece tudo que acontecerá nos
últimos tempos. Quanto a nós temos o tempo atual para O servir e O amar,
praticando o bem e evitando o mal. Temos o espaço de nosso coração para acolher
a palavra de Jesus e o espaço do mundo para receber com sabedoria suas
mensagens de conversão e de paz. Cumpre trabalhar na construção do templo que é
coração de cada um. É preciso ter a coragem da fé para não se curvar diante das
exigências do mundo e suas ilusões, mas, ao contrário urge testemunhar
fielmente, o amor de Deus, a palavra de Cristo. Aquele que se entregar à prece estará aberto
ao Espírito Santo que lhe dirá o que deve ser feito. O verdadeiro seguidor de Cristo não se curva
às exigências do mundo, mas pratica em plenitude a caridade, amando
verdadeiramente a Deus e ao próximo e nada, assim, tem a temer. É preciso
irradiar total harmonia, dando um autêntico testemunho do Evangelho firmar corajosamente
o princípio de que o amanhã a Deus pertence. É pela perseverança que cada um
obterá sua santificação rumo à eternidade. O seguidor de Cristo, porém, será
sempre um sinal de contradição perante as incongruências de um mundo que se
aparta das verdades eternas. O Reino dos céus estará reservado para os que
lutam contra os inimigos da alma e enfrentam uma bela batalha de ininterrupta fraternidade.
O cristão sabe que não há rosas sem espinhos e o caminho que leva ao céu supõe
muita disposição para poder praticar as virtudes Isto supõe fortaleza interior
afim de enfrentar as dificuldades e vencer as contradições naturais à caminhada
por este mundo. Então, sim, o porvir será sempre encarado com tranquilidade sem
preocupações estéreis. A perseverança no bem é, deste modo, fundamental, mesmo
porque Jesus afirmou: “É pela vossa perseverança que obtereis a vida” (Lc
21,19). Com a força do amor, abraçado à cruz de Jesus, aceitando sempre a vontade
divina que o cristão marcha sereno rumo à eternidade junto de seu Deus. A pobre
vontade humana restará sempre firme, imerso cada um na certeza de um final
feliz. Assim sendo, a perspectiva do fim dos tempos longe de levar a uma
resignação condenável, conduz à paciência de se edificar com fé a própria vida
sem atitudes estoicas e apreensões fúteis no que tange a consumação dos tempos.
A paciência na qual deve viver o cristão o sustem longe de qualquer apreensão
atinente ao fim do mundo, dado que quem ama Jesus tem a garantia da vida
eterna. * Professor no Seminário de
Mariana durante 40 anos.
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
AS
DUAS PRIMEIRAS BEM-AVENTURANÇAS
Côn.; José Geraldo Vidigal de Carvalho*
As bem-aventuranças mostram que Jesus não veio a este mundo
para julgar, mas para nos indicar o caminho que conduz a Deus. (Mt 3, 1-12).
Não se pode limitar a vida cristã ao mero cumprimento de algumas regras
estritas, a fim de evitar o castigo eterno. Jesus veio para ostentar o amor,
para que cada um possa curtir e partilhar esta dileção com os irmãos e
irmãs. O verdadeiro cristão deve estar
cônscio de que ele tem dentro de seu coração o segredo da felicidade que o
mundo ignora. Eis porque é preciso que ele viva de acordo com as Bem-aventuranças
pelas quais obterá a verdadeira felicidade. Reflitamos hoje sobre as duas primeiras bem-aventuranças.
Bem-aventurados os pobres de espírito porque o reino dos céus é para eles.
Jesus não disse, bem-aventurados os que vivem na miséria, as mães cujos filhos
morrem de fome, mas disse:” Bem-aventurados os que têm um coração de pobre”. Isso
porque, na época em que Ele pregava, a palavra pobre tinha já uma longa história.
Nos textos mais antigos o pobre era uma pessoa vergada, oprimida, incapaz de resistir
e de levantar a cabeça, alguém que devia sempre ceder aos poderosos. O acento era
colocado não sobre a indigência em si, mas sobre a humilhação do pobre. A
palavra tomara uma coloração religiosa e os opressores apareciam como
orgulhosos e ímpios e o pobre feito figura do homem submisso que colocava sua
confiança em Deus e aguardava dele o socorro. Assim a primeira beatitude de
Jesus não se dirige precisamente aos mendigos, aos indigentes, mas a todos os
que têm um coração bastante pobre para se acharem pequeninos diante de Deus,
mãos abertas para receber dele a força e a esperança. Jesus não diz “vós que
precisais de tudo, ficai na miséria”! Ele não prega um fatalismo mais ou menos
resignado. Ele diz “Guardai um coração de pobre diante dos irmãos e diante de
Deus”. Este Deus ignora as classes sociais porque em todo homem ele vê um filho
que tem necessidade de ser amado e de ser perdoado, de ser salvo. Os homens
julgam pelos sinais exteriores, sinais por vezes enganosos de riqueza ou de
pobreza. Deus olha o coração, porque é possível ser rico com um coração de
pobre e pobre com um coração de rico. É que exatamente o pobreza material, não
a miséria, predispõe para pobreza do coração.
É igualmente verdade dizer que Deus tem uma ternura especial para
aqueles que precisam de tudo, tudo como uma mãe guarda os tesouros de paciência
e de compreensão para cada um de seus filhos sobretudo os mais frágeis. No
coração de Deus não há exclusão de ninguém. Ele ama cada um tal como ele é, Ele
não estabelece categorias. Somos nós que
dividimos, que excluímos os outros. Num mundo no qual as relações sociais são frequentemente
deturpadas, a tentação pode nos levar a fechar mais ou menos a porta do Reino
aos que são diferentes de nós e colocamos então barreiras lá onde Cristo passou
para as destruir. Acontece mesmo que a irritação paralisa no coração do cristão
seu desejo evangélico de justiça e de liberdade e, por isto, uma segunda
bem-aventurança vem precisar a dos pobres de coração: “Bem—aventurados os
mansos porque eles possuirão a terra”. Jesus não diz “Felizes os incapazes, os
frustrados, felizes os que têm medo de viver e que trepidam diante das
verdadeiras responsabilidades, mas felizes os mansos, os pacíficos, os que não
aspiram o poder, os que aceitam lutar sem ira, os que sabem não abusar de suas
forças, os que deixam sempre aos outros um espaço livre e os meios de se superarem. É a mansidão mesma
de Cristo que podia dizer: “Tomai o meu jugo e colocai-vos na minha escola
porque eu sou manso e humilde de coração”. Saibamos, pois, que o Evangelho é sumamente
exigente. Ele não oferece uma poesia fácil e infantil, mas um realismo
cristão. O realismo do batizado, adultos
e conformado pelo Espírito, realismo que está na base da verdade interior, do
acolhimento filial daquilo que Deus faz em função da sua misericórdia imensa
pelo mundo. Trata-se então -de uma grande, muito grande virtude. Ela só, é
capaz de aproximar as distâncias que a natureza e as leis põem entre os homens;
pois aos superiores ela inspira doçura e caridade, respeito e obediência aos
inferiores. Apenas ela pode abrandar as inevitáveis injustiças da vida e da
sociedade, destruir nos fortes o instinto da tirania, e o instinto da revolta dos
fracos e tudo isto na mais admirável fraternidade. Sejamos sempre rigorosos em
examinar a nossa consciência para acolher toda graça de uma total mansidão e
seremos, de fato, felizes. *Professor no Seminário
de Mariana durante 40 anos.
segunda-feira, 17 de outubro de 2022
O
PUBLICANO CONVERTIDO
Côn. José Geraldo Vidigal de
Carvalho*
A Zaqueu, que por mera
curiosidade espreitava Jesus no alto de um sicômoro, é por Ele convertido,
Cristo indo inclusive onde ele morava e lhe disse: “Hoje a salvação entrou
nesta casa. (Lc 19,1-10). Isto é, aliás, o que Ele quer poder dizer cada tarde
nas casas dos que o temem e amam e Lhe oferecem os trabalhos diários. A
salvação que chegou à casa de Zaqueu aconteceu porque, seja como for, ele
estava à procura do Senhor: “Ele procurava ver quem era Jesus”. Por entre os
afazeres de chefe dos coletores de impostos, fatigado do desprezo dos outros, desgostoso
de tantos anos perdidos em fraudar a justiça, ele não tinha uma pretensão senão
uma ideia, uma visão, um nome na sua mente: Jesus. Diante de Jesus ele poderia
se explicar, com Jesus ele poderia recomeçar sua vida. A miséria humana, muito frequentemente,
é ter dito adeus aos recomeços, ou entregando-se à mediocridade, ou deixando de
lado sérios compromissos. Um outro segredo de Zaqueu foi saber reconhecer seus
limites e de agir em consequência. Com sua pequena estatura ele teria podido se
perder na multidão e não veria o célebre galileu. Mas não, a esperança viva o
fez inventivo. Não levou em conta nem mesmo uma atitude ridícula de subir em
uma árvore e sua astúcia acabou sendo recompensada. Transformar nossas
debilidades num desejo de um encontro saudável, oferece forças impensáveis. É
preciso subir em um sicômoro, ser pequenino aos olhos dos outros e não se
deixar paralisar ante tais esforços a serem feitos e não se deixar sem ação ante
as dificuldades. Zaqueu ignorou as fragilidades de seu coração e vai lá até
onde Jesus passaria. Ele não deixou passar a hora de Deus. No cimo da árvore
ele aguarda, ele espera. Ele não previa o que iria acontecer. Eis que Jesus se
aproxima e o olha e diz: “Zaqueu desce depressa é preciso que hoje eu fique na
tua casa”! Não é preciso grandes coisas para que Jesus venha até nós. Basta que
Ele, quando nós o aguardamos, veja o nosso olhar e vislumbre um pequeno ato de fé, de
sinceridade. Isto ainda que o passado seja pesado, o presente doloroso, e o
futuro incerto. E depois? Tudo mais virá da grande bondade divina. O que
importa, dia a dia, e Zaqueu naquele dia o percebeu, é O acolher com alegria e sinceridade
Não pode ser triste coração que recebe Cristo a quem se deve oferecer toda a
nossa vontade de conversão, todas as misérias do nosso coração, todo anseio de
acertar os passos com Deus. Jesus vem a nós procurar o que pode parecer
perdido, nossas misérias que para Ele nunca estão ocultas. Ele quer, porém que
vamos a Ele com absoluta confiança e abramos diante dele nossas mãos arrependidas
e Ele as encherá do júbilo de uma total remissão. Ele indo à casa de Zaqueu não foi para o
honrar um homem rico, mas para transformar o seu coração, para que ele se
convertesse, para o salvar, mudando de vida. Ele vem ao encontro dos pecadores para os converter.
Como ocorreu com Zaqueu, ele quer ser
acolhido com júbilo, sendo recebido o seu amor Jesus deseja prontidão. Ele
então disse s Zaqueu: “Zaqueu desce depressa “E “Ele desceu rapidamente”. Deus
não tolera tergiversações, dubiedades, demoras inúteis. Ele estava no seu interior
desejoso exatamente de algo pessoal da parte de Jesus. Zaqueu reconheceu no seu
interior a grandiosidade da graça recebida. Disse então:” Vê, Senhor, dou aos pobres metade
de meus bens e, se defraudei alguém, em qualquer coisa, vou restituir o
quádruplo”. Ele passava a praticar a beneficência. Jesus, por sua vez, voltando-se
para ele disse: “Hoje salvação veio a esta casa por ser também filho de Abraão.
O Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido”. Este evangelho
quer nos ensinar que todos os homens e mulheres são objeto da misericórdia de
Deus. Conforme Jesus disse, no céu haverá alegria entre os anjos por causa de
um pecador que venha a se arrepender. Porém, para alcançar a misericórdia é
preciso que nós tenhamos um mínimo de conhecimento daquele que nos pode
oferecê-la e amá-lo COM toda nossa alma. Zaqueu encontrou-se com o próprio
autor do perdão, porque teve a oportunidade de realizar um verdadeiro processo
de conversão. Analisou os próprios erros do passado, prometeu se corrigir e
ajudar principalmente aqueles aos quais, de alguma forma, havia prejudicado. Professor no Seminário de Mariana durante 40
anos.
quarta-feira, 12 de outubro de 2022
Qual é o carisma do JSC?
Responde o Diretor
Espiritual, Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
O carisma do JSC é santificação de seus membro, que através
de equipes bem estruturadas
Há mais de quarenta e um anos vem formando apóstolos de
outros jovens e fornecendo ao ESC continuação deste ideal seus líderes e também profissionais
competentes nas mais variadas profissões. Prestar colaboração eficientemente e
humildemente com o Pároco, Pe. Paulo Dione Quintão, sempre sintonizado com os
objetivos paroquiais. Marca ainda o JSC a perseverança em seus ideais e o
cuidado para que grupos estranhos e fugazes não roubem seus melhores membros,
Daí a ufaneia de muitos jovens: Sou membro do JSC| Cumpre rezar sempre para que
este Grupo floresça cada vez mais para glória de Deus e bem das almas. A
promoção das Jornadas de Conscientização cristã é um ponto alto das atividades
deste Grupo de líderes cristãos e admirável a liderança com que os encarregados
destas Jornadas exercem seu papel, inclusive trazendo os sacerdotes convidados
para as Confissões e eventualmente para alguma Palestra. Muitas vezes o diabo
tentou desestruturar o JSC, mas com a graça de Deus a ordem acabou reinando,
quando espíritos malignos quiseram dominar os companheiros de ideal. O Diretor
Espiritual e um Grupo esclarecido de jovens do JSC atuaram vigorosamente
venceram graças a Deus. Avante JSC, pois o bem a de triunfar sempre!
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